terça-feira, 16 de outubro de 2018

Küçük Prens as edições em Turco do Pequeno Príncipe.



As edições do Pequeno Príncipe em Turco (Küçük Prens) me encantam. A capa da primeira edição em 1953 já era inovadora, fugia da tradicional em Inglês e francês. E foi caminhando em torno das quatrocentas publicações em turco e seus dialetos. Se algum dos meus amigos quiserem me enviar exemplares, irão me fazer feliz. Vejam algumas capas:





















































domingo, 14 de outubro de 2018

CONCERTO PARA NARRADOR E ORQUESTRA

Não sei como começar este texto... a minha paixão é tão grande, que invade todo o meu ser e eu não sei colocar no papel os sentimentos. Acabo de sair do teatro onde fui assistir a Orquestra Ouro Preto, apresentar o espetáculo o Pequeno Príncipe. Tudo envolvente. Não sei se falo da música, da luz, do texto, dos bonecos... 

Todo “mundo” sabe do amor que nutro pelo livro: O Pequeno Príncipe. Tudo que se refere ao livro e ao autor, Saint Exupéry, me interessa. Uma notícia, uma tese, uma adaptação para o cinema, para o teatro, para revista, uma canção, um desenho. Gosto de tudo! Algumas coisas com restrições. Mas gosto. As adaptações, traduções e tudo que vem acontecendo com o advento do livro ter se tornado de domínio público me encanta. 

Mas hoje foi surpreendente... A Orquestra Ouro Preto, sobe a regência do Maestro Rodrigo Toffolo, me apresentou um espetáculo lindo: A música original e a narração do Tim Rescala e os bonecos do Eduardo Felix, foram perfeitos. A plateia composta por crianças de várias idades, ficou paralisada com a beleza do espetáculo. 

No final, o lançamento do CD, com um encarte muito bem trabalhado, com todo o texto e um adendo em braile. 

Saí pisando em estrelas, me deixei cativar. O essencial estava visível. Parabéns a todos os envolvidos.

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Alegria de colecionador

         Como eu já disse várias vezes, eu recolho os livros da minha coleção do Pequeno Príncipe, nas minhas viagens, ou por doações dos amigos da minha coleção. Com o “advento da internet” descobri que existe no mundo, vários colecionadores como eu. Normalmente são pessoas ligadas ao mundo da editoração ou simplesmente apaixonados com a obra. O Maior colecionador Jean-Marc, Criou a fundação: "Fondation Jean-Marc Probst Pour Le Petit Prince", cujo principal objetivo é assegurar que as obras não se separarem e que possibilite o acesso do público, através da internet, para a maior coleção sobre O Pequeno Príncipe e Antoine Saint-Exupéry. O mundo árabe também é um reduto apaixonante do Pequeno Príncipe com exemplares com capas apaixonantes. As várias traduções para línguas e dialetos de todo o mundo, fazem a minha coleção se tornar pequena em relação a outras coleções do Pequeno Príncipe. Primeiro pelo custo, depois pelo aceso ao que é publicado. Tenho um grupo de amigos, via internet, onde fazemos trocas de exemplares repetidos. O custo dos correios também é um complicador.

Mas este texto não é para falar das dificuldade e sim para falar da alegria de ser um colecionador. Ontem (05/10/18), quando o carteiro chegou, e o meu nome gritou, com uma encomenda na mão, ante surpresa tão rude nem sei como pude chegar ao portão. Era um exemplar do P.P. que veio acompanhada de um pequeno texto: “Vi a foto da sua coleção de Pequenos Príncipes no site de Jean-Marc! Pedi-lhe que me enviasse o teu endereço para que eu pudesse enviar-te uma cópia da minha tradução. Por favor, informe-me quando receber o livro. Desejo-lhe o melhor.” 

Que alegria! O livro traduzido por Ali Shokrolahi: شاهزاده کوچولو 

Traduzido para o dialeto Persa (Farsi). 

Cada exemplar que chega à minha mão, é uma alegria imensurável. Quando chega um exemplar que não estou esperando e da forma que este chegou o coração bate descompassado. 

O brigado a todos que colaboram comigo, ou melhor dizendo: Obrigado a todos que me fazem feliz.

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Sete Pequeno Príncipe brasileiros


Em 1 de janeiro de 2015, quando completou 70 anos da morte de Antoine de Saint - Exupéry, O Pequeno Príncipe tornou-se obra de domínio público.
 A primeira edição foi publicada em 1943 e incluía desenhos feitos pelo autor (aquarelas no manuscrito original). Tendo em conta que foram vendidos mais de 150 milhões de cópias em todo o mundo e foi traduzido em quase 270 idiomas e dialetos, podemos garantir que é uma das ilustrações mais universal. Quem não se recorda da imagem dourada do pequeno príncipe? 
No Brasil e no resto do mundo, outros Pequenos Príncipes, apesar da popularidade das ilustrações originais, surgiram.  
Encontramos diferentes ilustrações da criança que representa a inocência, a ilusão e a autenticidade com que devemos olhar para tudo.
Vamos dar uma olhada em alguns deles:

Gosto muito da versão do Maurício de Souza:
















A versão para o Cordel de Vladimir Barrosna no texto de  Josué Limeira

















A Versão de Sandra Jávera para a edição da editora FTD com a tradução: Leonardo Froes
















A versão de Anna Koeppe para a edição da editora Trinity com Tradução: Keith Rowland















 A Versão de Belli Studio feito para a edição de Todolivro, para a adaptação de Ruth Marschalek


















A versão também em Cordel de Maércio siqueira para o texto de Stélio Torquato Lima














A versão de Veruschka Guerra para a edição da editora santuário na tradução de Flávia Cavalca de Castro, C.Ss.R


















Ilustração de Alicia Cuerva para a maravilhosa edição franco Brasileira da Mariposa Cartonera




terça-feira, 3 de abril de 2018

“O Pequeno Príncipe”, 75 anos de um clássico para crianças e adultos.





Em 6 de abril de 1943, há 75 anos atrás, Le petit Prince, de Antoine de Saint-Exupéry (1900-1944), foi publicado na cidade de Nova York. Esta primeira edição viu a luz, ao mesmo tempo, em francês e inglês, traduzida por Katherine Woods, e desde então 150 milhões de cópias foram vendidas em mais de 300 idiomas e dialetos. Isso torna o livro mais traduzido na história depois da Bíblia.
No Brasil “O Pequeno Príncipe” chegou em 1952 com a tradução magnífica de Dom Marcos Barbosa, pela editora Agir que teve os direitos de publicação até 2015, quando o livro se tornou de domínio público.
É o livro mais traduzido da história depois da Bíblia. 150 milhões de cópias foram vendidas em mais de 300 idiomas e dialetos
São várias as leituras que podem ser feitas de O Pequeno Príncipe, mas em cada uma delas existe algo central que tornou o livro universal, compreensível e útil em culturas muito diferentes e em lugares muito distantes. Essa universalidade reside no fato de que o livro, sob a aparente simplicidade de uma história, fala de uma experiência que implica profunda reflexão sobre o sentido da vida. 
A cada dia, uma nova tradução, uma nova adaptação. O universo deste jovem de 75 anos já não é somente o asteroide B-612. Ele ensina em todas as línguas, em todos os dialetos, que o essencial é invisível aos olhos, só se vê bem com o coração.
A mim ele ensinou o valor da amizade. Por causa dele, “O livro”, hoje tenho amigos em vários cantos deste planeta terra.
Viva o Pequeno Príncipe! Viva Saint-Exupery.

SAINT-EXUPERY NAO FOI AUTOR DE UMA OBRA SÓ



   LANÇAMENTO DE “PILOTO DE GUERRA”, A0 LADO DE NOVAS EDIÇÕES
DO CLÁSSICO “O PEQUENO PRÍNCIPE", MOSTRA QUE
SAINT-EXUPERY

NÃO FOI AUTOR DE UMA OBRA SÓ

For Mario Bresighello

O sucesso de "0 Pequeno Príncipe” parece não ter fim, ainda mais agora que o livro caiu em domínio público e as editoras oportunamente lançam novas traduções para disputar espago nas listas de mais vendidos. As edições mais recentes —da Zahar, da Companhia das Letrinhas e da Autêntica (com tradução de Gabriel Perissé, resenhado no “Guia” de 30 de maio de 2015) — valorizam o texto com posfácios e apêndices que explicam a génese do mito. A da Companhia das Letrinhas tem um apêndice com fotos, redigido pela tradutora M6nica Cristina Corrêa, e as informações irão encantar quem já conhece o livro e informar o novato.
Tanta evidência pode, entretanto, condenar seu autor, o escritor francês Antoine de Saint-Exupéry (1900-1944), ao papel de autor de uma obra só. Quando escreveu esse que veio a ser o livro de cabeceira de tanta gente, ele já era um piloto—escritor famoso. Como sua obra é toda marcada pela profunda relação com o cotidiano da aviação, é muito difícil dissociar o escritor de suas experiências nos céus.
De família aristocrática, católica e tradicionalista, ele sempre quis ser desenhista, mas em 1921 descobriu o avião. Pouco depois, se tornaria um dos pioneiros da aviação civil, como um dos responsáveis pela implantação do sistema de entrega de correspondência via aérea, com passagens inclusive pelo Brasil, onde ganhou o carinhoso apelido de “Zeperri”. Dizem, até, que por aqui deixou sementes de baobás hoje frondosos.
A profissão lhe propiciou experimentar múltiplas aventuras e riscos, aos quais se juntaram a vivência da liberdade e a busca da identidade, como fica claro nos livros que escreveu. Seu livro de estreia é “0 Aviador", publicado em 1926, mas Saint Exupéry ficou. Conhecido com: “Correio Sul” (1928) e, mais tarde, com “Terra dos Homens" (1939), um relato escrito durante o período de convalescença depois de sofrer um grave acidente aéreo.
A eclosão da Segunda Guerra Mundial, em 1939, põe um ponto final em sua carreira civil. Alistou-se, então, na aeronáutica militar francesa e passou a exercer missões militares em que fotografava, de seu avião, as regiões invadidas pelos alemães. Após a queda e a subsequente ocupação da Franga pelo poderio militar nazista, ele parte para os Estados Unidos. O motivo “oficial” da viagem seria receber um prémio por “Terra dos Homens", que fora traduzido no pais, mas, de fato, ele queria aproveitar sua popularidade para tentar convencer os americanos a intervirem no conflito. Seu plano inicial era ficar duas semanas e acabou permanecendo quase dois anos.
Foi durante esse período que concebeu sua obra mais célebre e também “Piloto de Guerra”, que ora retorna numa nova tradução sob os cuidados de Monica Cristina Corréa, especialista na obra do autor. O livro, dedicado a narrar a experiência trágica da derrota francesa, é um relato vibrante dos voos de reconhecimento sobre a cidade de Arras, na fronteira da Franga com a Bélgica, em que se sacrificavam “tripulações como se jogassem copos d'égua no incêndio de uma floresta". É um livro-relato em que os fatos misturam-se com as lembranças da infância do narrador-piloto, pois, para ele, esse é o único caminho possível para aliviar o sofrimento.

A obra tem em comum com o “0 Pequeno Príncipe" o fato de ser um “livro de guerra". Em ambos, há o mesmo movimento em relação ao conflito. A diferença é que, no primeiro, o autor nos oferece um relato realista, enquanto o segundo é uma fábula que “ilumina com luz indireta". A trama desse livro ilustrado quase todo mundo já conhece: um aviador que tem de fazer um pouso forçado no deserto se encontra com um menino vindo do asteroide B-612.
E um planeta minúsculo com três vulcões em que germinam sementes de uma planta perigosa, os baobás.
Ele vive sozinho com uma rosa que tosse, germinada de uma semente trazida sabe-se lá de onde. Mas ela lhe dá tanto trabalho e gera tantas dúvidas, que ele se aproveita de uma migração de pássaros e parte para visitar outros asteroides, cada um habitado por um personagem adulto caracterizado por um tipo de mania. E o último deles, um geografo, quem lhe sugere visitar a Terra. Ele aterrissa, então, no Saara, onde encontra uma cobra e uma raposa.
Saint-Exupéry decidiu também ilustrar sua fabula. Pedia aos amigos para posarem para ele de dia, fazia os desenhos com lápis-aquarela e escrevia o texto a noite. Eles ficaram mais famosos do que o romance. O enorme sucesso de “0 Pequeno Príncipe" - extrapola o âmbito da literatura. Ao mesmo tempo, impede que o vejamos além dos “excertos que ganharam a redundância dos clichês".
O autor não pode ver o fenômeno em que seu livro se transformou, pois, desapareceu no mar Mediterrâneo durante uma missão de reconhecimento, provavelmente abatido por um caga alemão. Em 6 de abril de 1943, o livro foi lançado em Nova York em inglês e, numa tiragem menor, em francês. Só em 1946 foi publicado na França. A recepção critica, a época do lançamento, foi positiva nos Estados Unidos, mas nem de longe prenunciava a celebridade que resiste a passagem de tantas gerações. Dentre as primeiras reações, destaca-se a da escritora australiana Pamela Travers, autora de “Mary Poppins” (1934), que ainda hoje continua valendo: “Seria um livro para crianças? Não que isso importe, pois, crianças são como esponjas. Elas se embebem da matéria dos livros que leem, compreendendo-nos ou não".

26 de setembro de 2015 [Guia Folha] 7