O
Pequeno Príncipe: o livro das misses
Nos anos
1950 e 1960, era impressionante a audiência que o concurso Miss Brasil
alcançava. A antiga TV Tupi transmitia o evento ao vivo para todo o país. As
candidatas desfilavam em traje típico, traje de gala e maiô — este último, sem
dúvida, o momento mais aguardado pelo público.
A
vencedora estampava a capa da revista O Cruzeiro e passava a ocupar lugar de
destaque no imaginário dos brasileiros. Algumas misses ficaram para sempre na
memória popular como símbolos da beleza feminina do país. Lembro-me de nomes
como Martha Rocha, Ieda Maria Vargas, Vera Fischer e Stael Abelha.
Além dos
desfiles, havia também a entrevista, na qual diversas perguntas eram dirigidas
às candidatas. Entre elas, uma era quase obrigatória: qual o livro que haviam
lido e de que mais gostaram.
Curiosamente,
o título mais citado era O Pequeno Príncipe. Por isso, durante muito tempo,
quando alguém mencionava O Pequeno Príncipe, era comum ouvir a expressão: “o
livro das misses”.
Talvez
essa associação tenha contribuído para ampliar ainda mais a popularidade da
obra entre os leitores brasileiros, transformando-a em um verdadeiro clássico
presente nas estantes, nos colégios e na memória afetiva de várias gerações.
.png)
Nenhum comentário:
Postar um comentário