terça-feira, 9 de junho de 2026


 

O Pequeno Príncipe: o livro das misses

 

Nos anos 1950 e 1960, era impressionante a audiência que o concurso Miss Brasil alcançava. A antiga TV Tupi transmitia o evento ao vivo para todo o país. As candidatas desfilavam em traje típico, traje de gala e maiô — este último, sem dúvida, o momento mais aguardado pelo público.

 

A vencedora estampava a capa da revista O Cruzeiro e passava a ocupar lugar de destaque no imaginário dos brasileiros. Algumas misses ficaram para sempre na memória popular como símbolos da beleza feminina do país. Lembro-me de nomes como Martha Rocha, Ieda Maria Vargas, Vera Fischer e Stael Abelha.

 

Além dos desfiles, havia também a entrevista, na qual diversas perguntas eram dirigidas às candidatas. Entre elas, uma era quase obrigatória: qual o livro que haviam lido e de que mais gostaram.

 

Curiosamente, o título mais citado era O Pequeno Príncipe. Por isso, durante muito tempo, quando alguém mencionava O Pequeno Príncipe, era comum ouvir a expressão: “o livro das misses”.

 

Talvez essa associação tenha contribuído para ampliar ainda mais a popularidade da obra entre os leitores brasileiros, transformando-a em um verdadeiro clássico presente nas estantes, nos colégios e na memória afetiva de várias gerações.

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